segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Psicanalhas #1

Esse é o primeiro post sobre os Psicanalhas, provavelmente uma sessão especial que deve aparecer sempre por aqui, afinal, todo mundo algum dia acaba esbarrando em um, ninguém está protegido ou protegida desse mal(emolente). 

Os Psicanalhas nada mais são que os canalhas no meio da estrada (como esqueceu de complementar Drummond). E partindo do ponto de análise técnico e crítico dessa nomeação: uma pessoa que tem o intuito de durante TO DA A SU A VI DA se aproveitar dos corações menos desprovidos de segurança e afogados na carência (mesmo que momentânea), só pode ter mesmo é algum distúrbio psíquico, algo doentio, do tipo: "tou nem aí, o que importa é o MEU sentimento e eu vou fuder (literalmente) tal pessoa".

A  análise de hoje é do ponto de vista feminino, mas de acordo a algumas pesquisas,  baseadas  nas vidas alheias, o tal fenômeno a seguir parece não ter muitas diferenças entre os sexos. Segue o primeiro sinal de alerta dessa série/sessão que abrange o universo dos Psicanalhas.

Alerta #1
Caro amigo ou amiga, você conheceu a pessoa, simpatizou, se apresentou (nome), se entrelaçou. Ok, primeiro passo dado pra algum tipo de relação, mesmo que passageira. Trocou telefone (nome),  adicionou no facebook, no msn, no orkut, no twitter, na pêquêpê (nome), telefonou (nome), saiu de novo. Observe como a palavra nome está inserida em todos esses contextos. 

Bom, o tempo passou (ok, uma semana que seja...), e a simpatia ao te chamar SÓ utiliza as variantes:
- Gata, linda, amor, meu bem, minha flor...

Se pique! Vaze! Se mande, que é barril (problema, coisa ruim)! E antes que a situação piore... pra você. É daí pra pior, não se iluda. Se a pessoa te conhece, mas não tem a dignidade de lhe chamar pelo nome, nem que seja um apelido que varie do original, é porque você não é a única. A não ser que você não tenha nenhuma pretensão de algo mais sério. E olhe que ainda assim, essa já é uma primeira má referência, visto que o nome é a identidade de cada um, nada melhor do que sentir que você está sendo chamada enquanto você mesma, não é?

Bom, o papo ficou um tanto quanto esquizofrênico, mas a mensagem principal é essa: identidade é identidade, não tem variante que substitua. 

A seguir temos um rápido nivelador de algumas variantes e seus perigos:

Gata - nível 10, gravíssimo, tá dentro do sistema equalizador totalitário. É tudo IGUAL, e se duvidar até a mãe ele(a)  chama assim.
Linda - nível 5, tá querendo fingir carinho. Nessa hora lembre do Caê, a vida é linda, a Bahia é linda, ou seja a coisa toda é linda e você também é só mais uma linda nesse mundo hostil.
Amor, meu bem, minha flor - nível 1, é muita intimidade pra pouco tempo. Se realmente tá tudo muito cedo, e a breguice é instantânea, cuidado, nem tudo nessa vida é escrito por Manoel Carlos.


A bem verdade é que as variantes costumam aparecer com o tempo e com o nível crescente de intimidade numa relação. Se o caso é prematuro, melhor ir com calma nessa hora e averiguar se o apelido é carinhoso mesmo ou golpe do tal Psicanalha.

Na dúvida, fique esperta. Eu disse esperta, e não, neurótica.

Amor&Outras Bobagens.

domingo, 31 de julho de 2011

Estréia


Como em toda estréia as boas expectativas são sempre bem-vindas.

E por falar em expectativas, de antemão seguem os avisos de segurança: 

  • Esse blog não pretende ser uma cartilha, nem uma bíblia, nem um manual amoroso, mas caso queira encará-lo como tal, fique à vontade
  • Esse é um espaço a ser construído através de histórias, contos, desabafos, casos do cotidiano comum, sendo assim qualquer semelhança pode não ser coincidência 
  • Toda forma de contribuição é bem quista e bem-vinda. Para compartilhar alguma história pessoal, teoria, opinião ou apenas bater um papo: amoreoutras@gmail.com

Por enquanto é isso.

Amor&OutrasBobagens